Sustentável 2008
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2º Encontro de 2008

O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) tem o prazer de convidá-lo(a) para participar do Ciclo de Encontros sobre Sustentabilidade e Gestão Responsável, um evento aberto ao público.

Especialistas de diferentes segmentos da atividade empresarial, como também do meio acadêmico e da sociedade civil organizada, discutirão o dilema contido na relação entre esses dois conceitos, Lucro e Sustentabilidade. Precisamos aprender a inserir o S de Sustentabilidade na equação do lucro para tornar as empresas mais competitivas.

 
Programação do 2º Encontro

2° Encontro - Governança e Sustentabilidade
Data: 05 de junho de 2008
Local: Câmara dos Deputados – Auditório Nereu Ramos - Brasília, DF

 Agenda

09h

Credenciamento e boas vindas

09h30

Abertura

- Deputado ANDRÉ DE PAULA, Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
- Deputado JOSÉ SARNEY FILHO, Presidente da Frente Parlamentar Ambientalista
- MARCOS BICUDO, Chairman do CEBDS
- BEATRIZ BULHÕES, Diretora do CEBDS
- MÁRIO CÉSAR MANTOVANI, Diretor de Mobilização da SOS Mata Atlântica

10h-12h

Governança e Sustentabilidade

 

Presidente de Mesa: Deputado Luiz Carreira, ex-Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (gestão 2006)

Moderador: GUTO ABRANCHES, GloboNews

- CRISTINA MONTENEGRO, Coordenadora do Escritório do PNUMA no Brasil
- JOE SELLWOOD, Gerente Accountability (baixe aqui a apresentação)
- LÉLIO LAURETTI, Professor e Sócio-Fundador do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa / Fundação Getúlio Vargas (baixe aqui a apresentação)
- JEAN RODRIGUES BENEVIDES, Gerente Nacional de Meio Ambiente da Caixa Econômica Federal.

Perguntas

12h-14h

Almoço

14h-16h

Governança e Sustentabilidade nos diversos setores: Boas

 

Governança e Sustentabilidade nos diversos setores: Boas Práticas

P
residente de Mesa: Deputado Marcelo Almeida

- Cássia Regina O. M. Botelho, Chefe da Assessoria de Projetos Especiais da Diretoria-Geral da Câmara dos Deputados (baixe aqui a apresentação)
- Nilo Sérgio de Melo Dinis – Diretor do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA)
- RUI GOERCK, Vice-Presidente da Basf (baixe aqui a apresentação)
- Raimundo Soares – Professor e Pesquisador da Fundação Dom Cabral (baixe aqui a apresentação)

Perguntas

16h-16h20

Coffee-break

16h30-18h

Governança e Sustentabilidade nos diversos setores: Boas Práticas

 

Presidente de Mesa: Deputado Nilson Pinto
Moderador: Deputado Antônio Carlos Mendes Thame

- Claúdio Weber Abramo, Diretor-Executivo da ONG Transparência Brasil
- ANTONIO SÉRGIO OLIVEIRA SANTANA, Gerente Executivo do DSF – Desenvolvimento de Sistemas de Gestão da Petrobras (baixe aqui a apresentação)
- Sérgio Freitas de Almeida, Secretário-Geral de Administração do TCU Tribunal de Contas da União (baixe aqui a apresentação)
- Donald Sawyer, Professor Doutor do Centro de Desenvolvimento Sustentável /UnB
- Nivaldo da Costa Pereira, Supervisor da Estância Ecológica SESC Pantanal (baixe aqui a apresentação)

Perguntas

18h 

Encerramento

 

Cobertura do 2º Encontro
Governança e Sustentabilidade

O Dia Internacional do Meio Ambiente foi o mote principal do 2º Ciclo de Encontros sobre Sustentabilidade e Gestão Responsável, no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, em Brasília. Propostas e reflexões foram expostas no seminário organizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, CEBDS, e a Câmara dos Deputados.

Durante todo o dia, políticos, empresários, professores e entidades ligadas à questão do meio ambiente discutiram e expuseram suas experiências sobre o tema Governança e Sustentabilidade, sobre o conceito de governança, a transparência e o compartilhamento de decisões.

A boa governança, com foco na sustentabilidade, precisa estar presente nas empresas sejam elas públicas ou privadas. Partindo desta premissa, representantes de empresas como a Petrobras, a Caixa Econômica Federal, e a Basf, por exemplo, discursaram mostrando como agem visando um equilíbrio entre economia, sociedade e o meio ambiente.

Aberto oficialmente pela diretora do CEBDS, Beatriz Bulhões e pelo deputado federal André de Paula, o 2º Encontro contou também com a participação do deputado federal Sarney Filho, coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, do representante do Ministério do Meio Ambiente, Hamilton Ferreira da Silva, e de Mário Mantovani, diretor de Mobilização da SOS Mata Atlântica.

Sarney ressaltou que estamos vivendo um momento especial para o meio ambiente e que como coordenado da Frente Ambientalista está feliz por perceber que os empresários estão incorporando a preocupação ambiental. “Uma política ambiental se faz quando o governo, as empresas e a população – e quando em governo, falo das três estâncias, municipal, estadual e federal – trabalham em harmonia e para tal, há necessidade de leis. O projeto de lei PL12/2003 está em trâmite e peço apoio para aprovar a lei, ela vai respaldar a cooperação entre as esferas de governo”, afirmou o deputado.

Mantovani mostrou-se otimista e afirmou que está divulgando o Atlas da Mata Atlântica, no qual constata que conseguiu reverter perto de 70% da devastação do bioma. “Antes, era um campo de futebol a cada quatro minutos que eram destruídos na Mata Atlântica. Quando se mobiliza, se consegue resultados”, disse. A diretora do CEBDS Beatriz Bulhões fez questão de falar na abertura do Encontro que temos de comemorar e refletir. “Há um engajamento e as empresas estão fazendo esse esforço no sentido de unir ética e responsabilidade sócio ambiental. Desde 1997, o CEBDS quer colocar este conceito na agenda das empresas”, completou.

O representante do Ministério do Meio Ambiente disse que depois de duas décadas o Brasil resolveu crescer e que esse crescimento exerce pressão sobre o meio ambiente. “Nosso grande desafio é resgatar a imensa dívida com os pobres sem violentar o meio ambiente, ou seja, buscar um desenvolvimento sustentável”, ressaltou.

O deputado André de Paula reafirmou que temos de buscar soluções contra a crescente desertificação e a escassez de recursos hídricos. “Precisamos de estradas, de energia, etc. Temos, entretanto, que usarmos sempre os exemplos das boas práticas ambientais”, disse.

Bons exemplos e boas práticas foi a constante no Painel 1, moderado pelo jornalista da Globo News Guto Abranches. Contando com a participação do deputado federal Luiz Carreira, ex-presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, da Câmara dos Deputados (DEM-BA), como presidente, a coordenadora do escritório do Projeto das Nações Unidas para o Meio Ambiente, PNUMA, Cristina Montenegro, o gerente da AccountAbility, Joe Sellwood, o professor do Instituto Brasileiro de Governança, Corporativa da Fundação Getúlio Vargas Lélio Lauretti e Gean Rodrigues, gerente de Meio Ambiente da Caixa Econômica Federal (CEF).

Cristina Montenegro iniciou seu pronunciamento destacando a participação da CEF, segundo ela, uma parceira muito importante. “A gente foi vendo ao longo do tempo como a sociedade vem incorporando o conceito da sustentabilidade, os governos vêm se preparando para encarar também este desafio, criando capacidades para enfrentar os problemas”, afirmou. Uma das iniciativas governamentais mais louváveis, segundo Montenegro, é a da Nova Zelândia que se comprometeu diante da Organização das Nações Unidas (ONU) a atingir o índice de neutralidade em carbono até 2025. “Temos de minimizar o impacto de carbono no clima. O governo da Nova Zelândia se comprometeu em utilizar até 90% das fontes de energia renováveis. Isso é louvável”, completou Montenegro.

Joe Sellwood também bateu na tecla da parceria para solução dos problemas ambientais. “Para sairmos da armadilha que o crescimento, sobretudo dos países emergentes, impõem ao meio ambiente é preciso buscar soluções que aliem à boa governança, o desenvolvimento da capacidade das parcerias entre as partes interessadas”, frisou.
Lélio lauretti fincou seu discurso na visão ética da sustentabilidade. Segundo ele, o mercado pode exercer uma grande força sobre a preservação do meio ambiente. “O mercado pode fazer a sua parte boicotando produtos poluentes, optando pela reciclagem, por produtos ‘amigos da natureza’.

Mas, o grande problema é a concentração de riqueza. Pode-se falar em sustentabilidade com 800 milhões de pessoas passando fome?”, questionou. “O grande vilão do desenvolvimento sustentável é a concentração de renda. As empresas têm de investir em educação, saúde, na valorização do trabalho, numa remuneração mais justa, enfim, para que haja ética e conscientização do cidadão na preservação do meio ambiente”, concluiu.

Jean Rodrigues, da CEF falou dos investimentos do banco em saneamento e infra-estrutura. “Os bancos devem ser cobrados quando financiam projetos poluentes. Devemos estar atentos a que tipo de desenvolvimento queremos financiar. Temos de aliar respeito, honestidade e compromisso com a transparência”, disse.

Presidido e moderado pelo deputado federal Marcelo Almeida, o Painel 2 destacou a participação de Cássia Botelho, chefe da Assessoria de Projetos Especiais da Diretoria-Geral da Câmara dos Deputados; Rui Goerck, vice-presidente da Basf; Raimundo Soares, professor e pesquisador da Fundação Dom Cabral; Nilo Sérgio de Melo, do Ministério do Meio Ambiente; Claudio Weber Abramo, diretor-executivo da Ong Transparência Brasil; Sérgio Freitas de Almeida, secretário-geral da Administração do Tribunal de Contas da União (TCU); Antonio Sérgio Oliveira Santana, gerente executivo do Desenvolvimento de Sistemas da Petrobras; Donald Sawyer, professor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB) e de Nivaldo da Costa Pereira, supervisor da Estância Sesc-Pantanal Ecológica.

Cássia Botelho falou do Núcleo EcoCâmara, que busca interação entre a casa legislativa e os cidadãos brasileiros. “Fazemos também a nossa parte. Reduzimos o consumo, economizamos R$ 300 mil com o tratamento da água do espelho d’água, incentivamos a coleta seletiva água, entre outras coisas”, disse Cássia. A assessora disse também que por meio do portal da entidade, 1,5 milhões de pessoas comentam, dão sugestões e cobram leis mais efetivas em relação a proteção do meio ambiente por parte dos parlamentares. “Buscamos sempre a transparência e a interação com a sociedade”, concluiu.

Nilo Sérgio de Melo também ressaltou o papel do ministério e do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), que completa 27 anos em agosto deste ano, como espaço de interação com a sociedade brasileira. “Hoje, quando falamos em controle social, estamos falando de participação da sociedade nas políticas públicas. Em 2008, já podemos falar de 35 anos de política ambiental no Brasil. Temos de fortalecer o CONAM, pois o País não pode ser administrado só pelo governo federal na are de meio ambiente e sim pela população brasileira como um todo”, completou.

Rui Goerck, vice-presidente da Basf, também reiterou que para o desenvolvimento sustentável tem de se trazer as questões sociais e ambientais para o mesmo ambiente de discussão. Representante da maior empresa química do mundo e que atua em 170 países, falou em performances sustentáveis e rentáveis, respeitando sempre as características culturais, o respeito mútuo e a idéia de que para se obter retorno financeiro acima do custo, tem de se assegura o desenvolvimento dentro da estratégia que englobe o econômico, o ambiental e o social. “Toda ação estratégica ou operacional deve servir à garantia da continuidade da companhia, dos stakeholders, (partes interessadas) e do meio ambiente onde opera”, explicou Goerck.

Raimundo Soares destacou que a sustentabilidade está crescendo na estratégia das organizações. “Há uma, hoje, uma conexão entre quem é responsável pela geração de riquezas e as populações que delas dependem. Devemos sempre tentar adequar o poder para promover esse encontro e o compromisso de um crescimento econômico sustentável”, afirmou.

Claudio Abramo falou sobre corrupção como um grande empecilho para o desenvolvimento sustentável. Para ele, ela sempre causa problemas ao bem público. “A corrupção causa problemas estruturais. Onde há pobreza, há muita corrupção. Enquanto na Câmara dos Deputados, os parlamentares usarem a nomeação com instrumento de pressão sobre os governos não haverá autonomia para fiscalizar e punir quem desmata e devasta florestas”, disse. Sérgio Freitas, do TCU, ressaltou a responsabilidade social e a mudança de postura do tribunal na economia de energia, por exemplo. “Não tínhamos interruptores individuais no TCU, quando acendia uma luz, tínhamos de iluminar todo o tribunal”, contou

Outra mudança de postura foi a doação de computadores a escolas da rede pública. “Antes vendíamos os computadores por no máximo R$ 400. Hoje, por meio de ações de responsabilidade social podemos contribuir para a inclusão digital doando estes aparelhos para quem precisa”, concluiu. O TCU também faz licitações sustentáveis. Móveis, só os que têm certificação, cartuchos, só recicláveis, papéis, impressoras, lâmpadas fluorescentes, incentivo ao uso de escadas, enfim, ações de responsabilidade social.

Antonio Santana, da Petrobras falou sobre o respeito à diversidade cultural e humana nas regiões onde atua. “Criamos uma comissão de diversidade para apoiar o combate ao trabalho infantil, escravo e degradante”, disse. Além disso, a empresa propõe uma discussão ampla para diminuir a emissão de carbono. “Nosso desafio é ser referência para o desenvolvimento sustentável”, afirmou.

Donald Sawyer destacou que a convivência pacífica entre conservação e desenvolvimento acabou e que para se buscar o desenvolvimento sustentável é preciso ter criatividade. Nivaldo Pereira sabe muito bem o que é o uso da criatividade no desenvolvimento sustentável. Ele relatou a experiência da entidade, que atua basicamente nas cidades, na proteção ao bioma Pantanal. “Temos de fortalecer a autonomia das pessoas”, disse. Com isso, ele ajuda a preservar 189 espécies botânicas, 172 répteis, 91 espécies de mamíferos. “A gente acredita que desenvolvimento sustentável é dar oportunidade ao homem de entender que se desenvolver, buscar alternativas para o crescimento é fundamentalmente estar em harmonia com o planeta que habitamos”, finalizou.

Depois de vários discursos, perguntas e debates, da maior relevância, a diretora do CEBDS Beatriz Bulhões encerrou o 2º Encontro Sustentável 2008 com uma certeza: o objetivo de discutir e apontar caminhos para a assimilação de elevados padrões de governança nos diferentes setores foi alcançado.
Fotos do 2º Encontro
Foto do Evento

Mesa de abertura, da esquerda para a direita: Beatriz Bulhões (CEBDS), José Sarney Filho (Frente Parlamentar Ambientalista); Deputado ANDRÉ DE PAULA, ( Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável); MÁRIO CÉSAR MANTOVANI, (SOS Mata Atlântica)

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Primeiro painel, da esquerda para direita  - Sr. Lélio Lauretti (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), JOE SELLWOOD (Accountability).

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Primeiro painel, da esquerda para a direita: GUTO ABRANCHES, GloboNews , Deputado Luiz Carreira, CRISTINA MONTENEGRO( PNUMA Brasil), Gean Rodrigues (Caixa Econômica Federal).

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MARCOS BICUDO, Chairman do CEBDS.

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RUI GOERCK (Basf)

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Da esquerda para direita: Nivaldo da Costa Pereira  (Sesc Pantanal); Sérgio Freitas de Almeida (TCU); Deputado Marcelo Almeida; Antonio Sérgio Oliveira (Petrobras); Claudio Weber Abramo ( Transparência Brasil) ; Donald Sawyer (UnB)

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Da esquerda para a direita: Raimundo Soares (Fundação Dom Cabral); Deputado Marcelo Almeida; Cássia Regina O. M. Botelho, (Câmara dos Deputados)

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Na Imprensa

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Vídeos

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Entrevistas

Fernando Almeida
O presidente executivo do CEBDS, Fernando Almeida, fala sobre o tema do primeiro encontro: Lucro x sustentabilidade.
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Cobertura do Evento

.: 1º Evento :.
.: 2º Evento :.
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.: 4º Evento :.
.: 5º Evento :.

Galeria de Fotos

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